27.11.15

Projeto 10 DAM: 3° Dia: Meus Textos Favoritos

Ursinhos

Olá pessoas! Tudo bem? Hoje é o 3° dia do DAM (Days About Me), e o tema é: meus textos favoritos. Tive que pesquisar um pouquinho, por que a maioria dos textos que amo estão em algum livro da Paula Pimenta ou perdidas na internet que li em algum lugar. Como o post é sobre textos, colocarei apenas dois para não ficar cansativo.

1. Amor Completo (Ique Carvalho)



"Em junho de 2013, poucos dias antes do dia dos namorados,minha namorada terminou comigo. Eu fiquei sem entender.
Voltei pra casa e durante todo o caminho me perguntava: “Por que?”.
A única coisa que vinha na minha cabeça era a voz dela dizendo: “Eu amo você”.
Eu passei um mês sofrendo procurando respostas para o que estava acontecendo.
Um dia, entrei no quarto do meu pai chorando e perguntei:
“Pai, ela dizia que me amava.
Então, por que ela terminou comigo?”.
Ele respondeu: “Meu filho, Quando alguém entra na sua vida e depois de algum tempo vai embora, pode ser qualquer coisa menos amor”.
Eu disse: “Não da para entender. Um dia, existe amor e no outro tudo acabou”.
Ele respondeu:“Você nunca vai superar seus traumas se continuar procurando no amor uma lógica. Construa uma nova história”.
Eu perguntei: “E de onde vem essa força pra começar algo novo?”
Ele respondeu: “Não se preocupe com isso. Todo começo vem de um final”.
Uma semana depois, meu pai foi diagnosticado com uma doença rara e degenerativa que iria matá-lo em alguns dias. Minha mãe não o abandonou.
Ela ficou.
Meu pai saia toda sexta para comer pizza com dois irmãos.
Quando ele parou de andar,
meus tios começaram a trazer a pizza aqui em casa.
Eles diziam:
“Sem o seu pai, não tem graça”.
E ficavam a noite inteira dando gargalhadas.
Hoje, meu pai não consegue mais comer.
Mesmo assim, toda sexta meus tios passam aqui em casa.
Meu pai estudou em Ouro Preto-MG.
Na formatura ele combinou com três amigos
de se encontrarem de cinco em cinco anos.
Este ano, meu pai não pode ir porque ele não anda mais.
Os amigos dele saíram do interior de Minas e vieram até aqui em casa.
Todo formando tem uma foto pregada na parede
na república que estudou.
Os amigos do meu pai trouxeram a foto dos quatro.
Pregaram a foto de cada um na parede do quarto e disseram:
“Agora, a nossa república é a sua casa”.
E combinaram que daqui cinco anos estariam de volta.
Meu pai chorou.
Meus pais completaram 47 anos de casados dia 2 de junho.
Eles sempre dançaram nesse dia.
Meu pai não consegue mais se levantar.
Minha mãe entrou no quarto
e colocou a música que eles dançavam.
Ela disse:
“Meu filho, traz a cadeira de rodas”.
Eu perguntei:
“O que você vai fazer?”
Ela respondeu:
“Vou fazer o que seu pai faria por mim”.
Eu busquei a cadeira de rodas.
Minha mãe colocou meu pai na cadeira.
Ela ajoelhou ao lado dele
e disse:
“Vamos dançar”.
Abraçou meu pai e fez a cadeira girar.
Ela ficou ajoelhada a música toda.
Meu pai chorava e ria ao mesmo tempo.
Eles ficaram ali dançando e se divertindo.
Eu voltei pro meu quarto chorando.
Abri o notebook e resolvi escrever esse texto.
Porque eu vejo o mundo distorcendo
ou complicando demais o amor.
Um monte de gente dizendo
fique com alguém que faz isso, que faz aquilo,
que te de isso, que não sei o que mais.
Esse monte de regras e exigências,
são coisas criadas pela cabeça.
E, meu velho, não sei se você sabe
mas o amor é criado pelo coração.
O resto, é ilusão.
Então, acredite.
O amor, amor completo
é quando você quer o outro sempre perto.
Só isso."

2. Adeus, Caro Fantasma (Vicky Rios)



Eu ando bem, espero que você também... é triste pensar que nem a sua existência é certa.
Não vim até aqui para tentar entender o por quê de alguem ter te inventado. Eu só estou aqui para entender o por que eu fui tão burra.
Eu te amei, de verdade. Acredite, eu amei.
Amei cada pedacinho de você.
Por que quando o mundo estava desabando, foi você que eu encontrei como corda para me salvar. Pra fugir dos meus pesadelos.
Como fui ingenua. Você era só um portal para eu me distrair.
Me enchi de planos, de escolhas, de arrependimentos. Me enchi de todo o amor que você me "dava", e me arrependi de ter colhido tanto.
Seu veneno foi amargo, tão amargo que ainda está com o gosto na minha boca. Não sei se você entendeu o que eu quis dizer.
Foi tão cruel o que você fez. Bateu no ponto mais fraco. Mas eu não quero a sua compaixão, muito menos a sua pena.
Nossa historia foi como um livro. Um pequeno livro cheio de desconfianças - que no final das contas, tinham fundamento da minha parte -. Foi uma historia, até bonita... Mas toxica de mais... Não ia durar mesmo. Eu esperava que durasse, que você fosse real, e que me doasse o que eu mais queria... Amor.
Infelizmente, eu me deixei levar por um amor tão estupido e cego, que queimava meus olhos, e me deixava a ponto de me perder em tudo que você fazia.
Quando descobri a verdade, foi como uma faca em meu peito, mas tenho que admitir que não me pegou tão de surpresa assim... eu já tinha uma ideia sobre o que aconteceria no final das contas.
Você, como fantasma, voltaria ao seu caixão, e me deixaria ainda mais afogada em meio as minhas próprias lagrimas. E ao perceber sua lapide, eu me dei o luxo de te esquecer...
Quem dera ter esquecido. Eu não esqueci. Então a cada dia eu escrevo uma carta para você. Sei que ninguém vai ler. E nem se você fosse real, leria. Mas eu escrevo, como se você fosse um personagem apagado do meu livro, e eu quisesse rasgar todas as paginas. Mas não posso. É duro de mais.
Estou escrevendo isso, somente para que quem quer que leia, saiba que eu estou tentando... tentando mesmo, mas é difícil pra mim.
Nosso amor foi como um espelho. Eu vi meu próprio reflexo, e você, que estava do outro lado, não me via. Por isso eu continuo construindo a ilusão de que em algum lugar do mundo... você exista.
Espero que essa seja meu ultimo contato com você... Adeus.

Estes são dois que me marcaram, o primeiro desde que li, e o segundo... está bem parecido comigo ultimamente. Espero que tenham gostado do 3° dia de DAM! Beijos!

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